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2020-11-30 14:13

Como investir em ouro em tempos de pandemia

No passado os metais preciosos eram importantes como moeda, mas agora são considerados principalmente como investimento. O ouro é o mais conhecido dos consumidores e dos investidores. Mas há outros como a prata, platina, paládio e ródio.

 

4 pilares do ouro

Neste ano tão atípico, com a economia global a sofrer uma crise de saúde e uma recessão sem precedentes, o ouro, seria um natural vencedor. De facto, a 6 de agosto, a cotação do ouro quebrou todos os recordes ao cruzar a marca dos 2000 dólares e atingindo 2052,50 dólares. Esta ascensão do ouro assentou na conjugação de quatro fatores.

 

Valor de refúgio: o ouro sempre foi considerado um porto seguro em tempos de incerteza económica como na que estamos atualmente. A criação massiva de dinheiro por parte dos bancos centrais, as débeis finanças públicas de muitos países, o fraco crescimento da maioria das economias mesmo antes da atual recessão... são todos fatores que impulsionam a procura dos investidores e, portanto, o preço do ouro.

Taxas reais negativas: o ouro tem a desvantagem de não gerar rendimento. Definitivamente um inconveniente quando as taxas de juro são elevadas. Hoje, a situação inverteu-se. As taxas de juro estão em mínimos históricos. Pior, se a inflação for tida em conta, muitas vezes são negativas. Nestas circunstâncias, o facto de o ouro não render é menos relevante. Ao invés, a valorização do ouro tem permitido aos investidores salvaguardar o poder de compra.

Mais compradores: o metal amarelo é cada vez mais procurado pelos investidores privados e profissionais como atesta o sucesso dos ETF de ouro. De acordo com o World Gold Council, estes produtos representaram quase 10% da procura mundial em 2019. Contudo, no primeiro semestre deste ano, os ETF já compraram 734 toneladas de ouro, um valor que correspondeu a 35% da procura. Para dar uma ideia, este movimento representou cerca de 32 mil milhões de euros, quase 20% do PIB nacional.

Queda do dólar: Uma vez que o preço de uma onça de ouro é expresso em dólares, as flutuações da moeda norte-americana influenciam o preço e, portanto, a procura de ouro. Um dólar fraco torna o metal mais barato e, portanto, mais atrativo para os investidores que operam noutras moedas, como o euro. O dólar também é concorrente ao ouro como valor de refúgio. Logo, a política da Reserva Federal de “imprimir” moeda inunda o mercado de dólares, o que favorece o ouro.

Há indicadores que suportam o valor do ouro. As razões económicas de base permanecem e sobretudo, as taxas de juro reais são irrisórias ou mesmo negativas. Por isso, cada vez mais investidores estão apostar neste metal. O objetivo de investir em ouro é proteger-se contra a inflação e a incerteza. 

 

Fonte: Deco Proteste - Proteste Investe

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